Nove
escolas da Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais retornaram às aulas nesta
segunda-feira (9) no Sul de Minas após 104 dias de paralisação. De acordo com
as superintendências regionais de ensino da região, 30 escolas continuam
paralisadas no Sul de Minas.
A
greve dos professores deste ano já se tornou a mais longa paralisação
na história da educação em Minas Gerais. Mesmo depois do Tribunal de Justiça de Minas Gerais
ter decidido pela suspensão da greve, na última
sexta-feira (16), os sevidores decidiram continuar a paralisação. A multa pelo
descumprimento da decisão pode chegar a R$ 600 mil por mês ou R$ 20 mil por
dia. Uma nova assembléia está marcada para esta terça-feira (20) em Belo
Horizonte.
O
Tribunal de Justiça de Minas Gerais esclareceu que não considera a greve
ilegal. O mérito da ação que definiu o tempo da greve como abusivo ainda será
julgado.
Greve
Segundo
o Sindicato dos Professores, metade dos educadores do Estado aderiu à greve. Já
o governo alega que apenas 10% dos 183 mil professores pararam.
Os
professores querem piso salarial de R$ 1.597 para 24 horas semanais e a
manutenção das garantias adquiridas. Hoje o vencimento básico para um professor
de nível médio pago pelo estado é de R$ 369, segundo o sindicato.
O
governo de Minas propôs duas formas de remuneração para uma jornada de 24 horas
semanais. O modelo, antigo, vencimento básico e gratificações, a partir de R$
1.100. A outra é o subsídio, que seria salário de pelo menos R$ 1.320.
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