sexta-feira, 17 de maio de 2013

PACIENTES reclamam da demora do atendimento no PAM de Três Pontas



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Denis Pereira – A Voz da Notícia
Foi impossível não atender aos vários chamados de pacientes que reclamaram da demora no atendimento no fim da tarde e começo da noite desta terça-feira (14) no Pronto Atendimento Municipal (PAM). Por diversas vezes, pessoas que buscavam atendimento, por telefone demonstravam indignação pela espera. Em um dos casos registrados pela Equipe Positiva, uma jovem chegou a aguardar no PAM quatro horas.
Quando chegamos encontramos uma fila enorme de gente esperando para fazer a ficha. O número de cadeiras, que aumentou desde a implantação do Protocolo de Manchester, ainda ficou pequeno para dar assento a todos. A maioria precisou esperar do lado de fora. Eram crianças, adolescentes, adultos, mães com crianças no colo e idosos, com os mais variados problemas de saúde. Todo mundo reclamando.
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O clima em alguns momentos chegou a ficar tenso, com ânimos exaltados e a cobrança aos funcionários por providências. O Protocolo de Manchester que prioriza os atendimentos de urgência e emergência é de apenas de 8:00 da manhã as 17 horas, durante a semana e não está funciona ainda no fim de semana, por falta de profissionais.
A dona de casa Andreia de Fátima Pereira, procurou o PAM com dores no peito e nas costas desde no fim de semana. Ela chegou no PAM as 18 horas. Quando gravamos a entrevista já eram 20 horas. Ela viu muita gente chegando com dores e chorando e tiveram assim como ela de esperar. A informação que recebeu quando questionou da demora é que era preciso mesmo aguardar. “Vi gente com tumor na cabeça esperando duas horas, com mordida de cachorro e pressão alta”, conta.
A auxiliar de serviços gerais dona Selma Santos Pires levou a cunhada praticamente desmaiada depois que tomou vários medicamentos errados em sua casa e precisou de ir no PAM. Elas ficaram na recepção, junto outras pessoas. Selma critica a falta de organização e sente humilhada em ver tanta gente aguardando.
Algumas pessoas que ouvimos estavam sendo chamadas mas era ainda para aguardar do lado de dentro. Lá também estava lotado.
DSC09818A maior demora que encontramos foi da estudante Janaina Rosa de Jesus. Ainda era dia, quando ela fez a ficha, as 17 horas e só foi atendida as 20 horas, contabilizando uma espera de três horas. Com dor de cabeça forte e tontura chegou chorando, o que não garantiu atendimento mais rápido. A médica que a atendeu perguntou quais eram os sintomas. Em seguida, Janaína foi medicada com três injeções e aconselhada pela médica que não era para a estudante ficar esperando porque o hospital estava lotado  e que era para ela procurar um posto de saúde no dia seguinte. Ela também deixou o serviço de saúde indignada, pois outras pessoas podem morrer na fila disse a estudante.
A cabeleireira Karina Naves procurou ajuda à sua mãe de 70 anos de idade que estava com os pés inchados depois de sofrer uma queda. Das 18 até as 21 horas, ela viu muita gente passando mal sem serem atendidas; uma senhora e um idosos vomitando e com dores fortes no peito. Ela classifica o atendimento como desumano.

Chefe do PAM explica que atendimento prioritário é para urgências e emergências
O chefe do Pronto Atendimento Municipal Dr. Cláudio Márcio de Carvalho conta que soube do grande movimento no PAM no fim da tarde e começo de noite desta terça-feira. Ele afirma que infelizmente as pessoas tem que esperar porque lá não se tem hora marcada e os atendimentos prioritários são para urgências e emergências. Especificamente neste dia ele justifica que haviam pacientes em estado grave que estavam sendo atendidos que dependem da presença do médico.
Sobre o horário de atendimento do Protocolo de Manchester ele reconhece que a triagem deve ser realizada o dia todo, mas que isto não está acontecendo por falta de pessoal.
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