O
contrato da obra de pavimentação da BR-265, em Ilicínea, foi apontado pelo TCU
(Tribunal de Contas da União) como alvo de irregularidades. De acordo com o
relatório do tribunal, foram encontrados indícios de superfaturamento e
desapropriações inadequadas. Na placa da obra que teve início em julho do ano
passado, o valor apontado é de mais de R$ 46 milhões. Mas segundo o Dnit
(Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o preço total da
obra, que consta no programa do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)
deverá ficar em R$ 98 milhões. Ainda conforme o relatório, das 148 áreas que
tiveram de passar para o governo, 86 estão regularizadas e 52 duas ainda não
foram devidamente quitadas pelo Dnit.
O
trecho da obra, de Ilicínea até a MG-184, em Carmo do Rio Claro, tem 44
quilômetros de extensão. Metade dele está asfaltado. A previsão é de que a obra
seja concluída em junho do ano que vem.
De
acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Contas da União, a BR-265
passou a ser considerada uma obra de "irregularidade grave com proposta de
paralisação". Porém, por enquanto, o repasse de verbas não será
interrompido. Em nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
(Dnit) esclarece que os indícios de irregularidades apontados pelo Tribunal de
Contas da União estão sendo analisados. O Dnit ainda reconhece os problemas
apresentados no relatório e diz que vai solucionar as irregularidades. (EPTV)
